- «agradeço a grande graça que o Monsenhor Joaquim Alves Brás me concedeu ajudando o meu sobrinho neto a voltar ao bom caminho de que se estava a desviar na adolescência, tornando-se uma pessoa responsável. Estou muito grata ao Monsenhor e envio a oferta de 25 euros.»
- Envio 10 euros para a causa do Monsenhor em virtude de uma graça concedida, que foi os meus filhos terem feito as pazes.»
- «Venho agradecer pela mão do Monsenhor a graça que concedeu a uma amiga que só tinha idéias suicidas, mas que passaram. Envio a pequena ajuda de 5 euros.»
Como é facilmente diagnosticável, a santa alma do Monsenhor não dorme em serviço e o seu ecletismo milagreiro permite-lhe ter influência sobre várias áreas do comportamento espiritual do ser humano. Sim, humano, porque não se reconhece na vida e morte do Monsenhor, idênticas façanhas na área da zoofilia, ao contrário de outros curandeiros do ramo. Reparemos então no 1º testemunho: um jovem que ia ter com os amigos à discoteca e é barrado no caminho pelo espírito sempre presente e protector do Monsenhor para evitar que o adolescente ande por maus caminhos a uma hora tão tardia da madrugada. Uma aparição que lhe valeu 25 euros. GRANDE MONSENHOR!!
- «aceitem por favor a pequena oferta de 500 dólares para a causa de beatificação do Monsenhor em gratidão pelas muitas graças recebidas»
- «gostaria de receber alguma pagela, novena ou biografia sobre ele. Pagarei o que for preciso.»
Portanto a 1ª cidadã, que escreve do Canadá, daí os dólares, está fartinha de receber graças do Monsenhor. Assim, mais uma vez se conclui que quanto maior for o cheque mais são os milagres. Luís Figo não é, afinal, o único "pesetero" da história da Península Ibérica. Já no 2º caso é um claro exemplo de alguém que perdeu o pouco juízo que ainda lhe restava. Numa altura em que qualquer informação sobre o monsenhor é facilmente descarregada na internet de forma gratuita, este fiel de Tábua é bem capaz de vir a pedir um empréstimo bancário só para adquirir toda a obra milagreira do Excelso Monsenhor JAQUIM.
Outro pormenor singular é que os fiéis agraciados pelos milagres do Venerável Servo de Deus Monsenhor Joaquim Alves Brás, para além do correspondente donativo, fazem questão que o texto, nome, cidade e valor "gracioso" seja publicado no respectivo boletim. Isto tira-me todas as duvidas que restam. Há aqui muita competitividade entre vizinhos, do género: "vou pedir um milagre melhor que o do meu vizinho e faço questão que publiquem o valor da transacção para que o ranhoso veja que tenho muito mais posses que ele".
É claro que isto dos milagres é um ramo de negócio um pouco delicado. Não bastava a crise e depois ainda existe a concorrência desleal. Por exemplo, os médicos!!! Esses sem vergonha. Que dizem que efectuaram com sucesso um transplante de medula óssea a uma criança de 5 anos quando na verdade o verdadeiro herói foi o Monsenhor que rezou e zelou pela criança dia e noite. E aqueles especialistas que salvaram um doente que se encontrava em estado terminal de um cancro? Eles não mexeram mas foi uma palha e limitaram-se a carregar nos botões da máquina. É por isso que os 30 euros que tenho guardados são para dar ao Monsenhor, que é um autêntico SENHOR e um CAVALHEIRO acima de tudo, quer seja noite ou dia, está sempre disponivel para atender as pessoas! Aliás, Monsenhor Joaquim que funciona também como centro de emprego, atentem:
- «estou desempregada mas sei que tudo vai correr bem. Envio 10 euros para a sua beatificação.»
Ora aí está uma devota que prefere gastar parte do subsidio de desemprego nas ajudas de custo do processo de beatificação. Esses 10 euros são claramente melhor empregues no Monsenhor do que se fossem nuns pacotes de leite, iogurtes ou numas fatias de queijo, até porque o Monsenhor também dá cartas na secção da osteoporose, caso falte o cálcio a alguém. Falta de cálcio ainda vá. Falta de dinheiro, isso não! Sem dinheiro não há milagres para ninguém, que o Santo é Santo mas não é parvo!!!!
2 euros:
voce devia de fazer um post sobre jipes que andam no pinhal em fermela
É, é!
Os jips, camionetas de caixa aberta e bicicletas. É um sempre a aviar no pequeno pinhal ali a chegar ao Sabiá. è à bichinha. A minha vizinha Rosa Mofa contou-me que a Clotilde da estrada lhe contou, que a Maria da Devesa lhe contou que o marido dela passou na estrada e viu lá o meu Chico a vir todo enlambuzado e a rir-se até às orelhas, que parecia aquele boneco cor de laranja da rua sasomo do caminho do pinhal da puta russa ou lá o que é. Aquele malvado.
E depois ainda chega a casa e me pede para fazer poucas-vergonhas com ele. deve de ter aprendido com aquela puta desenvergonhada que está entre o Rochico e Canelas a fazer de conta que está a arrancar ervas do caminho sem cuecas virada prá estrada.
por isso é que vão me desculpar, mas vou mandar cem eurios num invelope o santo joaqim. e digo .
resulta porque aminha vzinha já mando dinheiro e o marido deichou de ir buber a bica ao sabiá.
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