Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Regresso a um passado não muito distante

Alguém descobriu que existe um documento de 1217, da Casa Real Portugueza, que contém referências a Fermelã, mais concretamente, Fermelaa.É sempre importante, para uma pequena freguesia como a nossa, estar referenciada pelas altas patentes da Monarquia. Aliás, 99% Fermelã foi mais além e sacou uma foto - à falsa fé - da Fermelaa desse tempo.São bem visíveis alguns monumentos que ainda hoje perduram, com especial ênfase para a antiga muralha (10) que nos protegia dos invasores bárbaros da Angeja. A travessia para essa localidade fazia-se pela única ponte existente sobre o Rio dos Ameais (11) e quem o fazia, despedia-se previamente dos familiares, pois não tinha a certeza de regressar, pelo menos em posição vertical. A igreja matrix (1) já dominava os céus de Fermelaa, assim como a casa do padre (6), casa na qual o padre morava efectivamente, não é como esta pouca vergonha de agora que ninguém sabe onde mora o pároco. Fermelaa em 1217 não possuía electricidade mas a torre de alta tensão da Avenida da Igreja (5) já estava erguida para iluminar os fermelaaneses vindouros. Especial destaque para o convento carmelita da Qta da Barroca (4), local onde as virgens da altura davam à luz em segredo. Eis uma foto das 19 virgens que integraram o convento no 1º ano lectivo, com a nossa Lurdes da Preciosa na fila inferior, 3ª a contar da direita.O palacete real do São João (3) servia como casa de férias da realeza, dado o seu espectacular miradouro para os campos agrícolas e para a Portucel de Cacia, cuja construção estava para iniciar nesse ano. Hoje em dia, o palacete continua como casa de férias, mas agora das cobras dos silvados. Quanto ao (7), o (8) e o (9) não se sabe onde foram parar, mas o (2) posso informar que era a única casa existente no Roxico, portanto, já fora da muralha e completamente à mercê dos Visigodos tiranos de Canelae.

Aliás, era no Roxico que se faziam as primeiras partidas para as caravanas ciclistas à Torreira. Eis uma foto da 3ª edição e dos respectivos 6 bravos destemidos, cinco montados e uma a ser montada.
Refira-se que a mula da foto é tetraneta elevada à quinta potência da mula velha do saudoso Vitorino, que ainda hoje pasta na rampa do Cabriteiro ...a mula. Experimentem ler "elevada-à-quinta-potência-da-mula-velha" de forma rápida e digam qualquer coisa.

Estas imagens trouxeram à lembrança a minha meninice da altura. E do peso, já agora. Ó que saudades dos tempos em que se podia beber directamente do Rio dos Ameais e cada um conseguia apanhar a SportTv em excelentes condições. Isto é que eram tempos viçosos, não é como agora essa pouca vergonha que para aí anda.

-Qual pouca vergonha?

Sei lá, pá! Essa pouca vergonha que não nos deixa sossegados. É por isso que El Rey D. Affonso II ainda fazia cá falta para algumas coisas!!!

5 euros:

AdemFermelã disse...

HAHAHA
Em 1217 já se escrevia à máquina em Portugal! Que bom, somos mesmo inovadores: inventamos as máquinas cerca de 600 anos antes de elas existirem! Viva o TUGA!!!

José P. disse...

Falta muita história no meio entre D. Afonso II e Cavaco e Silva. Ficamos sem saber como foi a transição da freguesia dos Gomes para os Felix.

Malaquias disse...

Nota-se na foto que o muro da Barroca já foi construido torto e com "barrigas". Isto só vem dar razão à Junta que preservou o muro e fez daquela rua uma rua de sentido único reduzindo-se assim o transito e evitando-se a deterioração do mesmo.
Sou de opinião que deveria ser mesmo cortado e apenas a pé e com guia turistico se deveria passar lá.
Só não entendo porque foram qualificadas de interesse local as casas na Rua da Ventosa e o muro não.

Alien disse...

A torre de alta tensão já lá estava mas a luz continua a faltar hoje como em 1217. Puta que os pariu.

emplastro filho disse...

Não existia máquinas de escrever mas já existia bordeis nas casas velhas da ventosa. O meu avô felix já lá ia e gostava. É por isso que são consideradas património local e o muro das barrigas não.