Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Escândalo no Carnaval de Estarreja 2009

É noticia em grande parte da comunicação social diária. Carnaval de Estarreja não teve rainha!!!

 
Das duas uma: ou a rainha foi chamada de urgência à colmeia para resolver um imprevisto de ultima hora ou o carro alegórico que transportou o Rei Malato não estava preparado para aguentar com cargas superiores a 10 toneladas.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

"Vai ao infantário de Fermelã que estão lá a meter gente"

...continuando na vertente das expressões corriqueiras que mais se escutam pelas ruas, esquinas e ruelas da paróquia de Fermelã, hoje temos um clássico: "Vai ao infantário que estão lá a meter gente". Como se o pessoal admitido em creches, infantários e ATL´s não tivesse que obedecer a algumas normas e critérios, como por exemplo, a formação necessária para lidar e cuidar de crianças. Filhos de pais que até pagam uma mensalidade que não é tão barata quanto isso para manter lá os petizes.

É por isso que venho por este meio lançar o desafio ao PS Fermelã para que numa hipotética situação em que os rivais do PSD e do PP voltem a concorrer à junta de freguesia de Fermelã na forma de "culigação", a malta do PS não perca tempo e concorra em "culigação" com o infantário de Fermelã, tal é o ajuntamento de amigos e amigas do partido da rosa que lá trabalham não se sabe bem como. Fermelã - uma terra não de cunhas, mas de cunhados!

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Fermelã - uma terra de calhaus!

Alguém encontra explicação lógica para a presença deste depósito de detritos rochosos em plena Avenida da Igreja há várias semanas, aparentemente lá deixado por alguém a fundo perdido?

É que o monte de penedos está a ocupar 2 lugares de estacionamento de forma ilegal, para não falar no perigo que representa para as crianças-crianças e crianças-adultos que todos os dias por ali passam. Na volta, até o pavimento por baixo dos calhaus deve estar impróprio para consumo.
A Junta de freguesia está a par da situação?
Ou ainda anda a dar livros às criancinhas da primária?
A Junta de freguesia ainda existe?
A Junta de freguesia está viva?
A Junta de freguesia ainda não fez nada porque os calhaus não gostam de se intrometer nos assuntos uns dos outros?

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Eles dão chuva! Eles quem? É pá, os que fazem o tempo!

O boletim meteorológico da RTP tem um apresentador bastante engraçado. Não se trata do GRANDE Anthimio de Azevedo que um dia ficou muito aborrecido por ter sido trocado por uma apresentadora trajada de indumentária tão curta que os habitantes de Marrocos viam tudo o que se passava por baixo da saia enquanto ela "DAVA SOL" a Portugal, mas trata-se de outro meteorologista igualmente hilariante na hora de anunciar as temperaturas e as baixas pressões para os próximos dias, de seu nome José Costa Teso. Este tipo, que percebe bastante daquilo atenção, tem a peculiaridade de à medida que vai "dando as notas" para cada cidade portuguesa vai glorificando os feitos & nomes de cada cidade em particular, por exemplo: "para hoje prevê-se neve para Viseu terra de Viriato e do palácio do gelo" ou então "o sol vai espreitar em Lisboa terra do Marquês de Pombal e cidade das 7 colinas". É claro que um boletim meteorológico apresentado desta forma passa a durar o triplo do tempo, mas é porreiro porque assim dá para fazer apostas com os amigos sobre quais serão os nomes que ele vai trazer à lembrança relativamente à nossa terra, Aveiro. Enquanto eu aposto no Fernando Pessa, o meu parceiro aposta em Manuel Alegre e por aí fora até todos termos apostado. Só que depois a desilusão é total quando ele menciona "Ovos Moles" e "Ria de Aveiro". É pá, é sempre a mesma coisa! Até parece que não há cá mais nada!?

 
Como seria José Costa Teso a anunciar o tempo para o concelho de Estarreja? "...Salreu terra do Visconde e dos atentados vai ter céu limpo, Canelas terra do Dr. Manuel Andrade e de Joaquim Bingre vai ter neve nas terras altas e Fermelã terra de Edgar Panão, Manuel Jaburu, Manuel Beirão e Manel Galvão vai ter abertas a partir do inicio da tarde..."

"Estarreja é hoje uma cidade com mais literatura"

...por falar em Edgar Panão, o estimado amigo foi o escolhido para representar Fermelã, não no eurofestival da canção, mas antes no livro "Estarreja – Cidade Município", lançado pela CME durante as comemorações do IV aniversário da elevação de Estarreja a cidade. Os adversários do Dr. Panão na luta pela melhor crónica são: Álvaro Garrido-Beduído, Joaquim Lagoeiro-Veiros, José Bento-Pardilhó, Manuel Matos-Avanca, Miguel Valente-Canelas e Sérgio Paulo Silva-Salreu.
Não irá ser fácil perante tão ilustres escreventes da câmara (não confundir com serventes, apesar de alguns deles se assemelharem bastante a serventes da câmara) mas Fermelã conta com ele para levar avante a nossa história, usos e costumes ou como ele refere "foca os aspectos culturais e a origem de Fermelã, assim como aspectos a melhorar para o futuro". O autor considera que o livro está recheado de "contributos muito valiosos, a edição está bonita, bem ilustrada, bem concebida e motiva o interesse por conhecer Estarreja".
Antes de avançar devo fazer aqui um pequeno compasso de espera para fazer notar aos leitores do 99% que os recentes acontecimentos envolvendo uma caixa de chocolates não foram a tempo de integrar esta valiosissima obra. ADIANTE...Com prefácio de José Eduardo Matos e coordenação de Delfim Bismarck Ferreira e Rosa Maria Rodrigues, o livro apresenta uma resenha histórica sobre a formação do concelho. Abílio Silveira, João Alegria, e Rosa Maria Rodrigues compõem o rol de autores o que nos leva a concluir que praticamente todos os grandes escritores de Estarreja são do PSD. É impressionante a taxa de analfabetismo que grassa na oposição concelhia, mas enfim...
O design da obra é de Bruno Azevedo e a mesma está à venda no edifício dos Paços do Concelho, nas 7 juntas de freguesia, no edifício prisional, no centro de interpretação ambiental do bioria (futuro oceanário de Estarreja), na casa da cultura e noutros locais igualmente pejados de kultura como a casa do meu primo Tó Jó! Não sei qual o preço da relíquia mas não esperem que seja coisa aí para 2 euros até porque esta gente toda, desde serventes a engenheiros, passando pelos arquitectos e designers, não trabalham por amor à camisola... até porque as contas de uma casa não se pagam com amor...

Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Constatações da realidade fermelanense que mais ninguém foi capaz de constatar até hoje mas que são facilmente constatáveis - os peditórios

Continuando a elaborar a lista daquelas coisas que estão SEMPRE mas mesmo SEMPRE a acontecer na freguesia, hoje é dia de exclamar ALTO e BOM som que em Fermelã: -há SEMPRE mas mesmo SEMPRE alguém na rua a pedir dinheiro! Mas é que é SEMPRE! É algo assustador e jamais visto em qualquer outro lado.

Se não é para a festa do padroeiro-mor, o chefe de todos os santos, então é para a festa de uma santa secundária que não é muito importante mas dizem que é tradição "fazer-lhe todos os anos uma festinha" senão ela irrita-se.
Se não é para um santo fermelanense, então é para um santo do Roxico imaginem só, ter que andar a dar dinheiro para os santos dos outros!
Se não é para o santo que toma conta da Rua da Oliveira, então é para o santo que administra a região do Vale. Chego até a questionar se a distribuição de santos celestes em Fermelã não será superior em densidade populacional à própria população? ...já contando com o 'santo' da capelita das aparições no Roxico, que costuma aparecer às pessoas surgindo repentinamente por detrás da sebe.
Só faltava virem também os aborígenes de Angeja pedir para os santos lá do sitio, se é que os há nessa terra de pecado! Às vezes andam nas ruas a pedir dinheiro para tanto santo que às tantas a equipa que vem pedir dinheiro para o Santo Bartolomeu começa a confundir as dezenas de santos existentes na freguesia e no fim da viagem já andam todos mas é a pedir pelas alminhas do Baco, o santo deus do vinho.

 
Mas os peditórios não se resumem a factores religiosos. Há quem tenha quotas para pagar disto e daquilo. Começando pelos bombeiros, que quando é para pedir o dinheiro das quotas conhecem as casas e ruas todas de cor, mas quando é para vir acudir alguém nunca sabem onde fica a rua X e o largo Y e quando dão por ela já estão perdidos e atolados no meio do pinhal, quem vai para o Sobreiro. Quando finalmente chegam a casa da vitima, esta já se recompôs com um copo de água com açúcar e já anda no quintal a cavar terra.
Depois existem 1001 entidades que costumam fazer a habitual ronda anual intitulada: "em busca das quotas perdidas". Uma dessas entidades é a ACADOF, que já não organiza nada de jeito na freguesia há mais de 300 anos mas o estafeta de serviço nunca se esquece de ir fazer a vistoria anual pela casa dos sócios, ou ex-sócios!


Depois temos aqueles peditórios feitos por associações da terra que a gente não conhece, nunca ouvimos falar e nem sabíamos que poderiam eventualmente vir a existir e é exactamente no dia do peditório dessa gente que temos o privilégio de os conhecer ao vivo e a cores à porta da nossa casa. Só não vou mencionar nenhuma dessas associações porque ainda há dias dei 3 euros a uns associativos quaisquer que passaram por aqui e já não me lembro do nome com que eles se apresentaram ou inventaram!


Também temos aqueles peditórios feitos por ramificações das associações-mães, o que pode também ser simpaticamente chamado de "BURLA". Temos o exemplo do Rancho que já "pariu" não sei quantas mini-facções musicais que visitam as casas e bolsos dos residentes, "travestidos" sob o manto da associação-mãe e enganando tudo e todos com seu "bombo amestrado" e o seu "cavaquinho bem falante". Descoberto o logro, os membros dessas facções acabam por ser demitidos pela associação-mãe através da técnica do "pontapé no cu", mas o dinheiro que seria para o Rancho esse já ninguém lhes tira e vai servir para financiar uma "carreira a solo"...de platina, espera-se!!


Já que se fala em pobres de espírito, temos também o tradicional peditório mendigo. Antigamente resumia-se a um pedinte por semana, dois no máximo, agora raro é o dia em que não nos batem à porta para pedir 1 euro, um bocado de pão ou até um pato assado. Já experimentei certa vez oferecer uma saca de batatas, caso ele me ajudasse um Sábado de manhã a rachar a lenha, mas... nunca mais me apareceu!!!!
É que o problema de quem é pedinte é exactamente esse: -trabalhar dá trabalho!!!
Bem, pelo menos o tipo foi sincero e mostrou logo que não estava muito virado para a arte de suar a camisola, já outras costumam vir ajudar a limpar a casa pela Páscoa, só pelo prazer de comprovar se as nossas porcelanas são da Vista Alegre e se os nossos móveis da sala foram comprados naquela promoção da Moviflor que vinha num folheto que estava no café!


Outros peditórios faltarão certamente nesta já extensa lista. Os peditórios em nome do PADRE, coitadinho que deve andar a passar fome. Os peditórios para a Liga Contra o Cancro, que é aquela malta que vem com uma coisa pendurada no pescoço, tipo os cães São Bernardo, em forma de cantil mas com uma ranhura para enfiar as notas.

SIM NOTAS!!!

Também não foram ainda mencionados os famosos peditórios dos supostos "agentes da segurança social" que costumam terminar quase sempre com um rombo de 700 euros nas poupanças dos nossos idosos, enfim toda uma panóplia de diferentes formas de pedir, umas originais e outras conseguem ser tão asquerosas quanto os seus autores.
A moral da história e aquilo que importa mesmo reter é que em Fermelã há SEMPRE mas mesmo SEMPRE alguém nas ruas a pedir!


Ps: desafio alguém a provar o contrário, se assim for abandono já os blogues e dedico o resto da minha vida a fazer uma coisa que não sei se já mencionei mas que é muito comum em Fermelã...................PEDIR!

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Um pouco de National Geographic

Os fermelanenses que frequentaram a escola preparatória e se deram ao trabalho de estudar um pouco de geologia nos intervalos dos namoricos furtivos, dos jogos de pião e das revoltas estudantis, certamente que aprenderam que a Era Mesozóica da nossa freguesia se divide em 3 períodos: -Triássico, Jurássico e Cretácico.
O Triássico corresponde ao intervalo de tempo - 1932 / 1974, altura em que o medonho, embora raquítico, Tiranossaurius Oliveirius Salazarius e mais tarde o Rex Marcellus Caetanius andaram pelo cimo da superfície do planeta a fazer das suas e Fermelã se encontrava subjugada pela força de uma terrível opressão carnívora. A única coisa que se podia falar nas ruas era sobre os 5 violinos da década de 50 e o Benfica do Eusébio de 60, o sexo doméstico era praticado num canto escuro da casa, os serviços de asseio e banho eram quinzenais e toda e qualquer pessoa que não frequentasse o missal dominical sujeitava-se a ser degolada em praça publica pela inquisição Rex. Era este o aspecto da Terra à época dessa dinastia, completamente estilhaçada pelos predadores ditadores do ecossistema europeu da altura...Aqueles que sobreviveram a esse período negro da história geológica da freguesia, passaram para o período seguinte, o Período Jurássico, que corresponde ao intervalo de tempo 1974 / 2009. Este período ficou marcado pela emancipação de Fermelã, nomeadamente no que diz respeito à liberdade de opinião, direito ao voto e ao porco no espeto, à cunha e ao calote de mercearia. As mulheres fermelanenses foram autorizadas a fumar e a frequentar os cafés, embora com a reprovação de alguns dos mais empedernidos lagartos terrenos. Eis alguns espécimens que reinaram na freguesia durante este 2º período...Com as autárquicas marcadas para o 2º semestre de 2009 e a tão necessária como urgente varredela a que vai estar sujeito o executivo da junta, um novo período irá ser iniciado isento de todos os grandes super-predadores dinossauricos que impuseram a sua ferocidade bruta nos mandatos anteriores. Este novo período dá pelo nome de Cretácico (2009 em diante).

Novas formas de vida até agora desconhecidas e predominantemente macrobióticas, irão aparecer para reinar na superfície fermelanense, escondidas que têm estado sob os escombros da tirania dos réis lagartos e respectivas alianças compadrias. O período Cretácico marca o fim da geração dos répteis e dos executivos jurássicos e inicio do domínio Homo Sapiens, figuras erectas e de cérebro desenvolvido!

E assim foi a nossa aula de hoje, arrumem os vossos cadernos e podem abandonar a sala assim que soar a campainha. Não se esqueçam de fazer os TPC´s, que ainda não têm data marcada mas tudo indica que sejam lá para meados de Outubro.