É por causa desta má gestão de dinheiros que urge encontrar alguém que esteja habituado(a) a lidar com esquemáticas de rigoroso planeamento e sério controlo de orçamentos. Alguém que tenha noção daquilo que se pode gastar e daquilo em que se deve poupar, resumindo, pessoas que saibam fazer muito do pouco e é aqui que entram as nossas senhoras, habituadas que estão a gerir as receitas e gastos de âmbito doméstico com pouco mais de um ordenado minimo. Elas estão mais que preparadas para pegar nesta junta desfalecida. No entanto, há coisas que não mudam e a vencedora desta sondagem é alguém que não me parece ser uma escolha lá muito acertada para virar a página da governação fermelanense. Sabendo-se que é agressiva defensora dos antigos ideais da extrema direita e apoiante fanática do regime “salazarento”, temo que ainda não seja desta que Fermelã irá escapar do buraco negro em que se enfiou. Mas já lá iremos...Augusto Matos analisa: “em 1º lugar gostaria de dizer que a Dona Lurdes Preciosa é alguém bastante incognoscível, por muito que se conviva com ela. Faço desde já este ponto prévio porque não gostaria de iniciar a minha análise sem utilizar a palavra “incognoscível” dado que é um termo que me é muito querido. É claramente uma aposta de continuidade do PSD Fermelã. A Dona Lurdes possui vários pontos de contacto com o presidente agora cessante, tanto a nível de capacidade inata para discursar em publico como em matéria de limpeza dos beirais das ruas. Conhece de cor todos os presidentes e 1ºs Ministros que este país já viu, coisa que as suas adversárias mais novatas não se podem gabar. É uma verdadeira voz de comando, apesar do seu ar assumidamente trémulo, mas usa essa aparente fragilidade para discernir quem está com ela nas horas de decisão e quem não está. Alcançou um resultado que apenas poderá provocar estupefacção no eleitorado mais incauto, pois a mim, não me surpreendeu. É uma aposta de futuro que me agrada pessoalmente e merecedora do meu voto, apesar de uma vez, quando ainda morava na mesma rua dela e estar atrasado para o trabalho, ter esperado quase meia hora com o motor do carro ligado, até que ela terminasse de varrer a rua em frente ao seu portão”.
Celestino Beirão analisa: “foi para mim um enorme desgosto este desfecho e é mais uma decepção para o PS Fermelã adicionar ao rol das desilusões politicas. PS Fermelã que volta mais uma vez a estar perto da vitória e perde a corrida mesmo em cima da linha de meta. Não se compreende como é que a candidata Menina Aurora comanda a eleição desde o seu inicio e apenas na ultima semana se deixa ultrapassar pela candidata do PSD. Não gostaria de estar aqui a levantar estrume mas esta votação deixa-me sérias duvidas. Desconheço se foi o porco no espeto que deu a vitória ao PSD ou se foi o cajado da Dona Lurdes Preciosa, mas que este resultado é enganador lá isso é. No entanto, aceitamos com orgulho o cargo da presidência da mesa da assembleia e prometemos obrigar todos os deputados – incluindo os ateus – a rezarem um terço antes de cada sessão de trabalhos. É uma imposição da nossa Menina Aurora, Menina essa que estará para sempre nos nossos corações e com quem iremos lutar e pugnar por assembleias mais fraternas, mais isentas de pecado e com as tábuas dos 10 mandamentos colocadas logo à entrada da sala para todos terem noção que com Deus não se brinca”.
Celestino Beirão analisa: “outro resultado que nos sabe a pouco. O PS Fermelã entrou nestas eleições com dois nomes fortíssimos em cima da mesa e é caso para dizer que conquistámos todos os lugares disponíveis excepto o que mais interessava. A Dona Cláudia provem de uma família com tradições ancestrais na politica estarrejense e poderia ser um tremendo elo de ligação para o caso do seu cunhado vir eventualmente a conquistar a câmara de Estarreja, mas depois deste epilogo resta-lhe defender a causa fermelanense com unhas e dentes e impedir que o PSD transforme as sessões plenárias em pocilgas de 4 paredes”.
Fernando Martins analisa: “a eleição da Carla para a assembleia é claramente um resultado satisfatório para a CDU Fermelã e que espelha a revolta que existe nesta terra para com uma junta que não é capaz de distinguir uma vacaria de um lar de idosos. Metem-lhes um papel qualquer à frente e eles assinam de bom grado sem ler o conteúdo até porque os óculos de alguns só servem mesmo é para andar no porta luvas do carro e nada mais. Com uma representação CDU na junta, esta pouca vergonha vai acabar e tudo o que chegar para ser assinado pela presidência não vai passar sem o nosso crivo e qualquer erro ortográfico ou letras miudinhas terão que ser correctamente explicados para total esclarecimento de toda a classe operária da freguesia e por demais desprezada população de Fermelã. Abaixo o capitalismo desta junta”.
António Sousa analisa: “em Fermelã ainda subsistem células vestigiais de culto a uma certa espécie de megalomania funesta empreendida por sectores periféricos da oposição e lavrada por meia duzia – se tanto – de agentes iluminados que esconjuram sob o manto extrospectivo de um anonimato mais ou menos conhecido, os seus devaneios farisaicos intrínsecos a um gosto pela mundanização subjectiva e procura pela fulanização discriminatória do individuo enquanto cultivador de ideias de base e método politica. Estas rígidas demarcações de potencial ilegalidade pluralista estão referenciadas por quem de direito, dado serem práticas familiarizadas e por arrastamento, associadas a pequenas facções de extrema esquerda que não se coadunam com a moral ética e social defendida intransigentemente pela comissão politica do CDS-PP. Este conteúdo conspurcado de iliteracia democrática é inverosímil e dilui-se na sua inconstância temática da qual esta infrene sondagem é persistente exemplo. O método empírico como esta sondagem popular foi administrada é demonstrativa de uma afluência às urnas medianamente conseguida o que nos remete para a vil crueza dos números indicativos de uma vontade estrutural que em Fermelã sempre foi de Direita, continua a ser de Direita e sempre será. O meu partido e a deputada eleita pelo meu partido serão sempre pela acção no terreno e pela isenção das palavras e lugares comuns que ninguém é capaz de entender. No PP faz-se mais e fala-se pouco. É assim que trabalhamos e é assim que iremos continuar ao lado do povo, inclusive aqueles que apenas possuem a 4a classe e não perceberam patavina do que aqui em sede própria acabei de profetizar.”


No entanto, o assunto mais vezes trazido a debate é o estado da saúde em Portugal e a melhor afirmação do tal colóquio de rua foi esta: 









E nós, meros leigos da informática, já arrependidos de termos iniciado a conversa em torno desse tema, voltamos a escutar mais do mesmo
Contudo, será importante frisar que este orgulhoso procriador de
Se bem que para o tal progenitor estas situações não passam de insignificantes minudências num futuro que tem tudo para ser radioso no que ao petiz diz respeito. Assim que houver outro ajuntamento popular e a conversa direccionar-se para a






