Ainda sou do tempo em que quem frequentava as sessões semanais de catequese - naquele tempo vulgarmente conhecida por doutrina - possuía uma grelha individual na qual a tutora apontava as faltas que cada 'catequizando' dava na missa.
A não presença nas celebrações dominicais era considerada falta injustificada e ao fim de 3 faltas o aprendiz corria o risco de chumbar o ano lectivo religioso. E não adiantava nada inventar à pressa que "apesar de não termos ido à missa de domingo fomos à de sábado à noite" porque a tutora estava presente nas missas todas e sabia bem quais os membros da infantaria religiosa que não tinham estado presentes.
Já a presença nas missas, embora com maus modos, era considerada falta de respeito e neste caso ficávamos à pega, pois era garantido que na próxima sessão doutrinal o Senhor Reverendo iria descer à salinha situada nas catacumbas da igreja para nos dar o 'arroz' nas orelhas e obrigar todos os irreverentes e desrespeitosos desordeiros a rezar 7 'Pai Nosso', 15 'Avé Maria' e 12 'Acto Contrição': «Meu Deus, porque sois tão bom, tenho muita pena de Vos ter ofendido. Ajudai-me a não tornar a pecar.» X 12
Trago estas doces memórias à lembrança porque, ao que parece, a inquisição católica está de volta à nossa Paróquia. Existem casos de alguns jovens, que entenderam deixar a escolaridade católica obrigatória a meio, que começaram a sofrer represálias por parte da falange clerical fermelanense. Reparem que eles não sofrem pressões por parte da entidade paternal, mas sim das ratas da sacristia que 'papam' a hóstia há mais de 50 anos sempre com a mesma devoção e isentas de pecado.
Elas abeiram-se de forma ronhosa dos petizes e debitam de cor sempre o mesmo chavão, castigando-os pela insurreição contra as forças da Igreja: "fazes mal em abandonar porque a Igreja ensina-nos muitas coisas."
Eu, por acaso, até gostava de saber o que é que a Igreja ensina, para além da possibilidade de se poder bater na esposa de 3 em 3 anos? Também gostava de saber o que é que os padres - do alto das suas enormes experiências de vida - têm para ensinar à adolescência? Também não me importava de descobrir o que é que as catequistas - muitas delas são autênticas almas (de)penadas que não conseguem resolver os problemas que têm em casa - têm para ensinar à juventude?
Mas que raio tem a Igreja para ensinar aos jovens se uma das primeiras coisas com que nos deparamos quando lá entramos é com esta criatura a empunhar um enorme facalhão igualzinho àquele que temos em casa para degolar os porcos?
Ainda por cima com Lúcifer a seus pés a apajear o apóstolo???
Ainda por cima com Lúcifer a seus pés a apajear o apóstolo???E aquela coisa na cintura que tem todo o aspecto de ser uma granada?
Só se for para ensinar a transformar os nossos jovens em 'serial killers' borbulhosos. Nesse caso, será, certamente, o local indicado...
7 euros:
Eu deixei de ir à missa mas não foi por causa das ratas. Foi por causa do frio. Está-se melhor debaixo da ponte com uma mantinha e folhas de jornal do que entre aquelas 8 paredes. Só volto a ir quando acenderem a lareira ou alguma rata da sacristia se predisponha a me aquecer durante a liturgia.
Realmente são de uma educação extrema, fico impressionada como o respeito e a educação chegaram a estes pontos, mas enfim as pessoas infelizmente são livres de se manifestarem desta forma.
Penso é que como dizia meu pai nem 4 Zalazares conseguiam indireitar isto.
Maria
O ZALAZAR É QUE A SABIA TODA. TINHA UM CORREDOR SECRETO QUE TRAZIA A LITURGIA ATÉ CASA DELE E TINHA UMA GOVERNANTA QUE ERA 30 VEZES PIOR QUE UMA RATA DA SACRISTIA. POR ISSO É QUE NUNCA GASTOU A SOLA DAS BOTAS.BASTAVA PEDIR QUE A RATA VINHA ATÉ ELE.
Ir à igreja é ir ao sitio certo para aprender o que de melhor as pessoas que a frequentam tem para nos mostrar e ensinar. Por exemplo: fazer parte das vicentinas para receber e dividir as doações do banco alimentar pelos mais necessitados e com os ditos alimentos pagar os serviços da empregarda a dias lá de casa.
Também temos como exemplo as idas nas excursões e ficar com o dinheiro angariado para a guia e o condutor dando por engano uma folha de papel e ficando com o dinheiro no bolso.
Tudo bons e grandes exemplos...
Estimado emplastro,
deduzo então que a altura da saudação dos fiéis seja o seu momento preferido durante as cerimónias religiosas.
Estimada Maria,
dizem que Salazar a partir dos 50 anos não mais endireitou coisa nenhuma.
Estimado alien,
as ratas vão sempre onde o mau cheiro é mais potente.
Estimada Lisa,
deve ter sido mesmo por engano. Repare que uma folha de papel amarrotada de andar presa no bolso das calças e gasta pelo tempo, confunde-se muitas vezes com uma nota de 50 euros.
não sei porque acho que andei nas mesmas "aulas" de catequese de quem escreveu este "artigo"...
já lá vão os tempos de outra educação por parte dos mais novos...
Dou-lhe uma pista, anónimo. O reverendo que dava o sermão era o Diogo.
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